Abstract
O debate sobre financiamento público para a cultura ocorre no mundo todo, envolvendo os diversos níveis de governo. No Brasil, enquanto percentuais mínimos de investimento público em cultura permanecem indefinidos, a função cultura nos orçamentos municipais segue dependendo de pressões políticas e negociações pontuais. Considerando o orçamento público um instrumento de planejamento, o artigo analisa os dados orçamentários em relação à cultura nos 10 maiores municípios da Região Metropolitana de São Paulo, de 2008 até 2016. Os dados foram extraídos do Portal Meu Município, da Secretaria do Tesouro Nacional e dos portais oficiais dos municípios. Também foram realizadas entrevistas com gestores(as) de organizações culturais do município de São Paulo. Os resultados mostram que há uma dependência grande dos editais de fomento e que a dinâmica orçamentária municipal interfere na atuação dos grupos culturais, que precisam, independentemente do repasse financeiro público, ter sustentabilidade financeira para desempenhar suas atividades.The debate over public funding for culture occurs worldwide, involving various governmental levels. In Brazil, while minimum percentages of public investment in culture remain undefined, the culture function in municipal budgets remains dependent on political pressures and particular negotiations. Considering the public budget as a planning tool, the article analyzes the budgetary data related to culture in the ten largest municipalities of the Metropolitan Region of São Paulo, from 2008 to 2016. Methodologically, the data comes from the Portal Meu Município, Secretariat of the National Treasury and official municipal websites. Interviews were also conducted with managers of cultural organizations in the city of São Paulo. The results show that there is great dependence on government funding programs and that the municipal budgetary dynamics interferes with the performance of cultural groups that need, regardless of public financial transfers, financial sustainability to carry out their activities.El debate sobre el financiamiento público para la cultura es mundial, involucrando varios niveles gubernamentales. En Brasil, aunque los porcentajes mínimos de inversión pública en cultura siguen sin definirse, la función de cultura en los presupuestos municipales sigue dependiendo de presiones políticas y negociaciones particulares. Teniendo en cuenta el presupuesto público como una herramienta de planificación, el artículo analiza los datos presupuestarios relacionados con la cultura en los diez municipios más grandes de la Región Metropolitana de São Paulo, de 2008 a 2016. Metodológicamente, los datos provienen del Portal Meu Município, Secretaría de la Tesoro Nacional y sitios web municipales oficiales. Además, hemos realizado entrevistas con gerentes de organizaciones culturales en la ciudad de São Paulo. Los resultados muestran que existe una gran dependencia de los programas de financiamiento del gobierno y que la dinámica presupuestaria municipal interfiere en el desempeño de los grupos culturales que necesitan, independientemente de las transferencias financieras públicas, tener sostenibilidad financiera para llevar a cabo sus actividades.
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Silva, L. A. M., Burgos, F., & Karine de Medeiros, A. (2018). Orçamento público municipal da cultura: função, subfunção ou sem-função? Cadernos Gestão Pública e Cidadania, 23(76). https://doi.org/10.12660/cgpc.v23n76.75426
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