Abstract
Em áreas de floresta tropical métodos indiretos de mapeamento baseados em sensoriamento remo- to e em geofísica aeroportada são necessários para substanciar e expandir as informações geológicas de campo. A aerogamaespectrometria informa da radiação gama emitida pelas rochas e solos. As imagens de sensoria- mento remoto óptico informam do comportamento espectral da vegetação, função da constituição química das folhas componentes do dossel da floresta e de sua arquitetura. O objetivo desse estudo é avaliar a correlação das variações da cobertura vegetal com a variação litológica em áreas na Amazônia brasileira através de dados do sensor multiespectral ASTER e dados gamaespectrométricos. Técnicas de processamento digital, visando o realce espectral de diferentes compostos foliares, e sua generalização através de filtro de convolução passa- baixas, foram aplicados aos dados multiespectrais. Os dados gamaespectrométricos, após pré-processamento padrão, foram convertidos em imagens dos canais eU, eTh, K, distribuição ternária K-U-Th e razões. A com- paração entre as imagens de sensoriamento remoto óptico e de gamaespectrometria mostrou uma importante correlação, em que pese as diferentes origens do sinal e dos comprimentos de onda envolvidos. Como a origem da radiação gama necessariamente é mineral demonstra-se tanto a importância da informação geológica pre- sente no dossel florestal como a eficiência na estratégia de processamento digital utilizada.
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Perrotta, M. M., Almeida, T. I. R. de, Andrade, J. B. F. de, Souza Filho, C. R. de, Rizzotto, G. J., & Santos, M. G. M. dos. (2008). Geobotânica por sensoriamento remoto e aerogamaespectrometria aplicados ao mapeamento geológico da Amazônia: um estudo comparativo no vale do Guaporé (MT). Revista Brasileira de Geociências, 38(1), 153–166. https://doi.org/10.25249/0375-7536.2008381153166
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