Abstract
A criação racional de abelhas sem ferrão (ou meliponíneos) é chamada de meliponicultura. No Brasil, os estudos relacionados à meliponicultura são recentes, desenvolvidos com as abelhas regionais. O objetivo do estudo foi elaborar um diagnóstico da meliponicultura no Rio Grande do Sul. Os dados foram colhidos em duas etapas, a primeira, através de levantamento realizado junto aos técnicos extensionistas Emater-RS, e a segunda, com dados colhidos em uma amostra estatisticamente significativa junto aos meliponicultores. Os resultados mostram que há 16.209 famílias envolvidas com a atividade, que têm colmeias de abelhas sem ferrão no seu estabelecimento; o número de colmeias de meliponíneos em propriedades rurais no estado é de 80.054 mil, com predomínio na mesorregião Noroeste. O perfil dos meliponicultores está relacionado à agricultura familiar, as atividades que envolvem o maior número de famílias são a coleta de mel e a produção de colônias. A meliponicultura gera renda para 46,8%. Os principais benefícios gerados são sua contribuição para a conservação da biodiversidade e para a produção agrícola, enquanto os principais entraves estão ligados ao desmatamento e o uso de defensivos agrícolas. Para o melhor desenvolvimento da atividade a principal ação seria melhorar o acesso ao mercado para os produtos da meliponicultura.
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Ambrosini, L. B., Kroeff, D. R., Reis, G. R. dos, Sampaio, J. O., & Witter, S. (2023). Diagnóstico da meliponicultura no Rio Grande do Sul. Extensão Rural, 30, e1. https://doi.org/10.5902/2318179671394
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