Prevalência da dor lombar em enfermeiros em contexto hospitalar

  • Santos P
  • Martins R
  • Serranheira F
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Abstract

Enquadramento: A dor lombar é uma ocorrência bastante frequente, sobretudo em enfermeiros que trabalham em contexto hospitalar. As suas determinantes são variadas, podendo ser de cariz individual, psicossocial e profissional/organizacional. Objetivo: Identificar a prevalência e as determinantes da lombalgia em enfermeiros que trabalham em contexto hospitalar. Pretende-se ainda procurar relações entre os sintomas auto-referidos e a avaliação clínica de sinais, contribuindo para a prevenção. Método: Trata-se de um estudo transversal, descritivo-correlacional e quantitativo. Numa primeira fase foi aplicado um questionário sobre lombalgia a 135 enfermeiros de um hospital em Lisboa. Posteriormente foi realizada uma avaliação clínica a 48 desses enfermeiros. Resultados: Os resultados evidenciam uma elevada prevalência de lombalgia (60.7%) nos enfermeiros da amostra, estando esta associada a algumas variáveis sociodemográficas, organizacionais e profissionais. Destacam-se: o grupo etário (p=0.016), a altura (p=0.035), o trabalho por turnos (p=0.044) e o tempo de profissão (p=0.005). De forma análoga, o “posicionamento/mobilização do doente na cama” (p=0.026), o “levantar o doente da cama sem ajuda mecânica” (p=0.004), o “trabalho de pé” (65.9%), o “inclinar (86.6%) e rodar (76.8%) o tronco” e a “manipulação de cargas” (85.4%) revelaram-se influentes na dor lombar. Relativamente à avaliação clínica, dos enfermeiros avaliados (n=48), 89.6% referiram dor lombar com predominância de intensidade moderada (n=38), sendo que os sintomas se mantiveram desde a resposta ao questionário. Conclusões: Conclui-se, neste estudo, que a dor lombar assume especial relevância na profissão de enfermagem. A lombalgia dos enfermeiros que trabalham em meio hospitalar é não específica e apresenta caraterísticas mecânicas. Os fatores de risco relacionados com a atividade, presentes nas tarefas desempenhadas, são os que mais contribuem para a existência de lombalgia. Recomendam-se intervenções que se baseiem na avaliação dos fatores de prognóstico de cronicidade, de modo a evitar a evolução desfavorável da lombalgia e prevenir o aparecimento de novos casos.

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Santos, P. M., Martins, R., & Serranheira, F. (2016). Prevalência da dor lombar em enfermeiros em contexto hospitalar. Gestão e Desenvolvimento, (24), 161–171. https://doi.org/10.7559/gestaoedesenvolvimento.2016.289

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