Abstract
A esquistossomose é considerada um problema de saúde pública que atinge todo o Brasil, a exemplo do município de Jequié, Bahia, o que expressa a importância da realização de estudos sobre sua incidência. O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência da esquistossomose em Jequié-BA, relacionando-a às políticas públicas propostas pelo Ministério da Saúde. Trata-se de uma pesquisa epidemiológica, quantitativa, descritiva e exploratória com base em dados obtidos do Sistema de Informação de Agravos Notificáveis (SINAN), do Programa Especial de Controle da Esquistossomose (PECE), da Diretoria de Informação em Saúde (DIS)/Bahia, do Centro de Endemias da cidade de Jequié e da 13ª Diretoria Regional de Saúde (DIRES)/Bahia. Os dados, analisados com o emprego do Software Tabwin do Ministério da Saúde, demonstram que, entre 2001 e 2008, Jequié apresentou 13.408 casos de esquistossomose, sendo o ano de 2004 o de maior prevalência (29,5%). Embora tenha havido uma redução nos últimos dois anos (3,9% em 2007 e 3,5% em 2008) a taxa de positividade de esquistossomose da regional de Jequié, no período de 2001 a 2006, ultrapassou o percentual de 5% preconizado pelo Ministério da Saúde. Estes dados reforçam a necessidade de políticas públicas e medidas de controle da esquistossomose no município, com enfoque não apenas no tratamento medicamentoso, mas também em saneamento básico, educação ambiental e educação para a saúde.
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Vidal, L. M., Barbosa, A. S., Cardoso Ribeiro, R. M., Santana da Silva, L. W., Alves Vilela, A. B., & Prado, F. O. (2012). CONSIDERAÇÕES SOBRE ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA NO MUNICÍPIO DE JEQUIÉ, BAHIA. Revista de Patologia Tropical, 40(4). https://doi.org/10.5216/rpt.v40i4.16751
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