Abstract
Vive-se atualmente um momento de transição da Sociedade Industrial para a Sociedade do Conhecimento. Este período focado em inovação gera uma demanda de profissionais com certas habilidades, como facilidade de relacionamento e pensamento crítico, que não consegue ser suprida pelos métodos de ensino tradicionais. Tentativas de aliar tecnologia e educação foram tomadas, por serem alternativas potencialmente eficientes em reduzir o distanciamento entre a aprendizagem e a realidade social. Porém, apesar do surgimento de muitas medidas e investimentos na modernização do ensino, elas mostraram-se insuficientes em alcançar esse propósito, seja por déficit de aporte financeiro ou por serem implementadas de forma descontextualizada. Neste contexto, o movimento maker apresenta iniciativas que podem ser aplicadas como alternativa às aulas tradicionais. O foco em projetos coletivos, empoderamento do aprendiz e a resolução de problemas complexos do mundo real, são propostas dessa vertente que visa ensinar conceitos teóricos através da prática em ambientes assistidos pela tecnologia. Entretanto, a construção de um espaço maker, como um Fab Lab, requer um investimento que pode ser considerado elevado e até inconcebível em alguns ambientes educacionais. O presente artigo tem como objetivo discutir princípios que orientam o movimento maker e que podem ser apresentados à sociedade como alternativa à formação de indivíduos melhor preparados para as demandas de mercado e para o futuro, de modo geral. O estudo analisou alguns exemplos de espaços maker, mais especificamente os casos do Espaço Educação Maker do Sesi Blumenau (Sesi-SC) e o Lite Maker (Itajaí - SC), além de abordar sugestões de outros autores com experiências relevantes acerca do tema. Como conclusões, verificou-se que é possível criar um espaço que fomente a cultura maker sem grandes investimentos, mas deve ser dada especial atenção aos princípios que fundamentam o uso do espaço – estudantes e educadores devem se sentir protagonistas dos seus processos de aprendizagem, e devem utilizar as ferramentas para resolver problemas do mundo real de forma criativa e inovadora.
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Brockveld, M. V. V., Silva, M. R. da, & Teixeira, C. S. (2018). A Cultura Maker em Prol da Inovação nos Sistemas Educacionias. In Educação Fora da Caixa: Tendências Internacionais e Perspectivas sobre a Inovação na Educação (pp. 55–66). Editora Blucher. https://doi.org/10.5151/9788580393224-04
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