Abstract
O objetivo deste artigo é ampliar a discussão acerca das implicações do uso da autoetnografia enquanto metodologia de pesquisa em Linguística Aplicada, uma vez que se inscreve num paradigma pós-moderno e desafia a pesquisa científica canônica de base positivista. Nas páginas a seguir, procuro promover a reflexão crítica a partir da minha experiência pessoal enquanto autoetnógrafo, durante a realização da minha pesquisa de doutorado, em que observei minhas próprias práticas enquanto professor de língua inglesa em uma escola pública de Ensino Fundamental-I, bem como busco problematizar os conflitos de identidade que surgem da experiência introspectiva do pesquisador/pesquisado nesta modalidade de investigação. Concluo que, apesar de ser alvo de críticas, a autoetnografia tem o potencial de promover o aprimoramento das práticas de ensino e aprendizagem realizadas nos próprios contextos observados, uma vez que nos fornece subsídios para que possamos promover transformações a partir da reflexão crítica acerca da nossa atuação enquanto professores/pesquisadores.
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PARDO, F. D. S. (2019). A autoetnografia em pesquisas em Linguística Aplicada: reflexões do sujeito pesquisador/pesquisado. Revista Horizontes de Linguistica Aplicada, 18(2), 15–40. https://doi.org/10.26512/rhla.v18i2.25104
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