Abstract
O ambiente mundial está passando por um profundo processo de transformação decorrente do alto grau de competitividade entre países e entre empresas e do desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias. Esse movimento de mudanças está provocando novos e maiores desafios para os gestores empresariais e a informação tem se tornado cada vez mais um recurso estratégico das organizações. A Contabilidade tem sido questionada por seus usuários e até mesmo pelos próprios contadores e pesquisadores da área contábil a respeito da sua eficácia como geradora de informações para o processo de gestão empresarial. Temos observado que o número de críticas à forma como que a Contabilidade tem sido operacionalizada é bem maior do que as proposições e contribuições efetivas. Uma proposta que tem sido defendida por muitos contadores e pesquisadores americanos e que tem sido divulgada no Brasil é o modelo ABC - ActivitV Based Costina. Esse modelo volta—se fundamentalmente à apuração de custos de atividades e ao relacionamento desses custos com os produtos através dos “cost drivers” ou direcionadores de custos. Temos desenvolvido nos últimos dez anos junto à FIPECAFI/FEA/USP um modelo de sistema de informação contábil denominado GECON - Sistema de Informação de Gestão Econômica. Esse sistema tem sido submetido à análise e reflexão de diversas turmas de alunos dos cursos de Mestrado e Doutorado em Contabilidade da FEA/USP, bem como iniciada a sua implementação em organizações de grande porte no Brasil. Da mesma forma que o modelo ABC o sistema GECON tem como centro de foco comum o conceito de atividade. Neste trabalho procuramos evidenciar a fraqueza conceitual que observamos no modelo ABC. Essa fraqueza diz respeito fundamentalmente à distribuição de custos fixos aos produtos, ou seja, a utilização de “cost drivers” ao invés de outros critérios de rateio, não modifica o comportamento intrínseco de parte substancial dos custos das atividades de apoio que é de natureza fixa. Outro aspecto do ABC diz respeito ao modelo de decisão do usuário da sua informação, ou seja um modelo de decisão ao nosso ver incompleto baseado especificamente no custo. Finalmente procuramos demonstrar as premissas básicas do sistema GECON, que acreditamos incorporar os requisitos. fundamentais do sistema de informação, contábil—gerencial do futuro, consubstanciando—se em poderosa ferramenta dos gestores face aos desafios ambientais. Esse sistema mensura não só o custo nas o resultado econômico das atividades. Evidentemente, face às limitações normais de um trabalho desta natureza não temos as condições de nos adentrar nas explicações dos detalhes e procedimentos analíticos/operacionais do sistema, o que esperamos fazer em trabalhos futuros. INTRODUÇÃO
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Catelli, A., & Guerreiro, R. (1993). Mensuração de atividades: comparando ABC" x 'GECON". Caderno de Estudos, (8), 01–09. https://doi.org/10.1590/s1413-92511993000100002
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