Abstract
Objetivo – O objetivo deste artigo é identificar e analisar se existem diferenças nos determinantes da estrutura de capital de empresas listadas na B3 (Brasil, Bolsa e Balcão) com risco e sem de falência. Design/metodologia/abordagem – Foi utilizado o índice de predição de falência (Z2) de Altman, Baidya e Dias (1979), para separar empresas com e sem risco de falência, além do modelo de regressão múltipla estimado via MQO, em uma amostra de 233 empresas. Os dados utilizados são secundários e anuais, obtidos de demonstrações financeiras retiradas da base Quantum Axis, abrangendo o período de 2011 a 2016.Resultados – Constatou-se que há diferença dos determinantes do endividamento entre empresas com e sem risco de falência. Empresas com risco de falência apresentam relação positiva entre o endividamento de longo prazo e total e a rentabilidade e o risco. As empresas saudáveis, a dívida de longo prazo e total apresentou relação negativa com a rentabilidade e positiva com o risco e o tamanho.Implicações e limitações da pesquisa – A limitação deste estudo é que ele se aplica apenas às empresas investigadas, não sendo possível fazer generalizações. Originalidade/valor – Em linhas gerais, as evidências encontradas corroboram a pecking order theory, segundo a qual a primeira fonte de recursos para financiar investimentos é o lucro retido, na avaliação da estrutura de capital das empresas saudáveis do que em relação às empresas com risco de falência. Dessa forma, contribuição da pesquisa está no campo empírico, fornecendo novas evidências para um tema bastante controverso na teoria de finanças.
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Lott, V. F., Tenenwurcel, D. R., & Camargos, M. A. de. (2021). Determinantes do endividamento de empresas brasileiras listadas na B3 com e sem risco de insolvência. Revista de Administração Da UFSM, 14(1), 79–99. https://doi.org/10.5902/1983465933892
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