Abstract
Objetivo: avaliar fatores de risco associados ao índice de Apgar baixo. Métodos: o estudo teve delineamento transversal. A população de estudo foi amostra randômica da população internada em maternidade nível III no ano de 2001. O desfecho foi índice de Apgar baixo, definido como de 1-6 (grupo de estudo) comparado a 7-10 (controle) no primeiro minuto. A primeira etapa foi avaliar a associação isolada de cada possível fator de risco. A segunda etapa consistiu em análise multivariada com modelagem usando regres-são logística (modo passo a passo, reverso). Resultados: houve 39 (14%) recém-nascidos (RN) deprimidos que foram comparados a 238 (86%) não deprimidos. A análise final (multivariada) revelou associação do índice de Apgar baixo com os seguintes fatores de risco: antecedente de natimorto (OR=52,6), ameaça de parto prematuro, caracterizada pela existência de contrações uterinas não típicas de traba-lho de parto (OR=33,8), baixo peso do RN, inferior a 2.500 g (OR=11,2), antecedente de cesariana (OR=7,4). Funcionaram como fatores de proteção o peso do RN medido em gramas (OR=0,9), sexo feminino do RN (OR=0,1), presença de intercorrência clínica (OR=0,4) e prematuridade, com idade gestacional inferior a 37 semanas (OR=0,1). Conclusão: o estudo do resultado pode auxiliar na identificação de fetos com risco de asfi-xia, possibilitando seu encaminhamento dentro do sistema de saúde, bem como o planejamento da assistência em unidades terciárias.
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Cunha, A. de A., Fernandes, D. de S., Melo, P. F. de, & Guedes, M. H. (2004). Fatores associados à asfixia perinatal. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 26(10). https://doi.org/10.1590/s0100-72032004001000007
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