A castração e seus destinos na construção da paternidade

  • Moreira J
  • Borges A
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Abstract

Freud elaborou três versões sobre o pai: Édipo, o Pai da Horda e Moisés. Nessas versões o autor relata o parricídio e, portanto, para Freud, o pai é o pai morto. Se o filho é uma das soluções para a mulher, para o homem o filho assume os contornos do objeto fóbico, pois o pai se relaciona de forma privilegiada com a castração. O acesso à paternidade exige que o homem reatualize seu Édipo, colocando novamente seu desejo à prova e reativando conflitos adormecidos. Tal percurso leva, inevitavelmente, ao encontro com a castração que produz perdas narcísicas. No entanto, aqueles homens que suportam o primeiro impacto e sustentam o lugar de pai transmitem aos filhos muito mais do que genes.Freud developed three versions about the figure of the father: Oedipus, Father of the Horde, and Moses. In these versions the author reports the parricide. If the son is one of the solutions for the woman, for the man the son assumes the profile of a phobic object, because there is a privileged relationship between father and castration. The access to paternity claims that the man modernizes his Oedipus. This way takes, inevitably, to the encounter of the castration, which results in narcissistic lost. However, those men that support the first impact and sustain the father's position pass to their kids more than genes.

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Moreira, J. de O., & Borges, A. A. P. (2010). A castração e seus destinos na construção da paternidade. Psicologia Clínica, 22(2), 71–81. https://doi.org/10.1590/s0103-56652010000200006

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