Abstract
A epidemia de Zika vírus assolou a população brasileira em 2015, estando diretamente ligada ao surgimento de malformações em embriões expostos ao vírus. Este estudo teve como objetivo promover um olhar sobre a experiência de ser pai de uma criança que vivia com a Síndrome Congênita do Zika vírus. Por meio de uma abordagem de inspiração etnográfica realizada nos anos de 2018 e 2019, revelou-se que essa experiência envolvia uma mudança no projeto de vida e, ao mesmo tempo, explicita a invisibilidade desses pais nos serviços de saúde. Questionar essa invisibilidade dos homens no cenário de cuidado foi justamente um dos objetivos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, que, desde 2009, promove uma paternidade que vai além da obrigação legal e que reconhece o direito dos homens ao cuidado de seus filhos e filhas.The Zika epidemic devastated the Brazilian population in 2015 and was directly linked to malformations in embryos exposed to the virus. The aim of this study was to provide an insight into the experiences of being a parent of a child living with Congenital Zika Syndrome. Conducted between 2018 and 2019 adopting an ethnographically-inspired approach, this study revealed that these experiences involved both a change in life plans and in how the invisibility of these fathers is explained in health services. Questioning the invisibility of men in care settings was precisely one of the objectives of the National Policy for Comprehensive Men's Health Care, which, since 2009, has promoted fatherhood that goes beyond legal obligation, recognizing men's right to care for their children.La epidemia del virus del Zika que asoló a la población brasileña en 2015, estando directamente vinculada al surgimiento de malformaciones en embriones expuestos al virus. El objetivo de este estudio fue promover una mirada sobre la experiencia de ser padre de un niño que vivía con el síndrome congénito del virus del Zika. Por medio de un abordaje de inspiración etnográfica, realizado en los años 2018 y 2019, se reveló que esas experiencias envolvían tanto un cambio en el proyecto de vida y, al mismo tiempo, explicitan la invisibilidad de esos padres en los servicios de salud. Cuestionar esa invisibilidad de los hombres en el escenario del cuidado fue exactamente uno de los objetivos de la Política Nacional de Atención Integral de la Salud del Hombre que desde 2009 promueve una paternidad que va más allá de la obligación legal que reconoce el derecho de los hombres al cuidado de sus hijos e hijas.
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Castro, R. J. de S., & Lyra, J. (2025). Paternidade em tempos de emergências sanitárias: a vivência da Síndrome Congênita do Zika vírus no agreste de Pernambuco, PE, Brasil. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, 29(suppl 1). https://doi.org/10.1590/interface.240356
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