Abstract
A gestão de políticas públicas, a partir de territórios, reconhece o território como projeção e expressão de uma identidade e como detentor de uma população com características socioculturais, ambientais, político- institucionais e econômicas peculiares, de forma que todo o processo de desenvolvimento deve interagir com esses elementos. O fortalecimento da política territorial pelo Governo Federal resultou na criação de 36 territórios de todas as regiões, que alimentam o Sistema de Gestão Estratégica. O presente texto retrata parte desses resultados, centrando-se em análises comparativas dos três territórios potiguares contemplados a partir de dados secundários extraídos do referido Sistema. O resultado do desenvolvimento sustentável, avaliado por meio das dimensões econômica, ambiental, sociocultural e político-institucional, alcança nível crítico, tendo na dimensão econômica o maior gargalo. Apesar do potencial natural das cadeias produtivas, a economia local é fragilizada por fatores como restrições na assistência técnica, dificuldades de acesso a crédito, investimentos tímidos, baixa produtividade, problemas na comercialização, diversificação limitada da produção agrícola e fontes de renda concentradas na seguridade social, especialmente na aposentadoria rural e no Programa Bolsa Família.
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Cardoso, B. L. D., Souza, W. J. de, Paiva, J. A. de, Momo, D. C., & Cunha, A. S. R. da. (2014). Desenvolvimento territorial sustentável: estudo comparativo de indicadores do sistema de gestão estratégica em territórios rurais do Rio Grande do Norte. Revista Eletrônica de Ciência Administrativa, 13(1), 39–55. https://doi.org/10.21529/recadm.2014001
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