Aspectos epidemiológicos da epilepsia em São Paulo: um estudo da prevalência

  • Marino Jr. R
  • Cukiert A
  • Pinho E
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Abstract

Muitos estudos epidemiológicos sobre a epilepsia foram realizados nas diferentes partes do mundo. Entretanto, a maioria desses dados foi colhida de hospitais, clínicas, médicos individuais e pequenas comunidades. Embora tais estudos tenham contribuído para nosso conhecimento sobre os fatores de risco da epilepsia, sua grande maioria não nos permite generalizações pois as taxas de prevalência do fenômeno não eram conhecidas para a população geral a partir da qual os dados foram retirados. A América Latina permaneceu sem dados epidemiológicos, especialmente em relação a taxas de prevalência, por muitos anos. Uma pesquisa domiciliar foi programada pela Liga Brasileira da Epilepsia na zona urbana da Cidade de São Paulo, a terceira maior metrópole do mundo: 13 milhões de habitantes em 1980. Uma amostra significativa de 2011 casas foi obtida por meios estatísticos equiprobabílísticos. Um total de 7604 entrevistas foram realizadas por 50 alunos de medicina e enfermagem sendo que 388 pessoas foram consideradas suspeitas e encaminhadas ao HCFMUSP para maiores esclarecimentos; 348 foram examinadas e em 91 o diagnóstico de epilepsia foi confirmado, originando taxa de prevalência de 11,9 por 1000.Several studies on epidemiology of epilepsy were carried out in different parts of the world. However, the majority of their data was collected from hospitals, clinics, individual physicians and or small communities. Although these studies have contributed to our knowledge as to the risk factors of epilepsy, some of them have prevented us from further generalization, since the prevalence rates of the phenomena were not known for the entire population where from they were derived. Latin America has remained without epidemiological data, specialy prevalence rates, for many years. A house-to-house survey was programmed by the Brazilian League of Epilepsy in the urban area of S. Paulo City the third largest cosmopolitan city in the world: 13 million inhabitants in 1980. A significant sample of 2011 houses was chosen by statistical means. A total of 7603 interviews were performed by 50 senior medical students and nurses, and 388 persons were considered suspect and further referred to our University Hospital for other studies; 348 of these were examined, and in 91 the diagnosis of epilepsy was confirmed, thus producing a prevalence rate 11,9 per 1000.

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Marino Jr., R., Cukiert, A., & Pinho, E. (1986). Aspectos epidemiológicos da epilepsia em São Paulo: um estudo da prevalência. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 44(3), 243–254. https://doi.org/10.1590/s0004-282x1986000300004

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