Abstract
Neste estudo avaliamos a autopercepção e o conhecimento sobre a saúde bucal de uma população carente, anterior à implantação de um Programa de Promoção de Saúde Bucal. Trata-se de um estudo descritivo transversal, da Unidade Básica de Saúde (UBS) Timbaúva, do bairro Mário Quintana, de Porto Alegre-RS, em 2007, com dados coletados de um questionário estruturado com perguntas fechadas, testado em um estudo piloto. Os questionários foram preenchidos por 185 pais ou responsáveis de crianças matriculadas na escola da comunidade. Os resultados mostram que apenas 31,98% foram ao dentista por causa de dor de dente. Com relação a autopercepção da saúde bucal, 63,78% tiveram experiência de cárie; 40%, sangramento gengival à escovação e 32,43%, dente permanente extraído. 95,13% têm uma escova em casa e 9,73% compartilha-a. Sobre o dentifrício, 98,37% declararam utilizá-lo, e quanto ao consumo de doces, 50,81% consomem em grande quantidade. Portanto, estratégias de promoção de saúde devem estar pautadas no conhecimento prévio e nas autopercepções da saúde, para que as ações educativas possam reverter em melhorias.
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Figueiredo, M. C., Faustino-Silva, D. D., & Bez, A. D. S. (2008). Autopercepção e conhecimento sobre saúde bucal de moradores de uma comunidade carente do município de Porto Alegre-RS. ConScientiae Saúde, 7(1), 43–48. https://doi.org/10.5585/conssaude.v7i1.934
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