Abstract
O objetivo deste artigo é analisar o discurso da personagem Creonte, presente na obra Antígona, de Sófocles. Creonte ocupa o trono de Tebas após um período de guerra, fazendo uso de um discurso que preza pelo bem comum, mas que na progressão da peça vai se mostrando frágil e prepotente. Ao proclamar um edito que proíbe a inumação do corpo de Polinices, irmão de Antígona, causa um conflito entre leis positivas e leis naturais. Questionado por seu filho Hêmon e pelo adivinho Tirésias, o rei tebano apresenta uma lógica discursiva entremeada de paradoxos. Para estudá-los, usaremos neste ensaio como referenciais críticos François Ost, Aristoteles, Hegel, Kathrin H. Rosefield e George Steiner.
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Oliveira, J. D. de. (2014). O DISCURSO DE CREONTE NA ANTÍGONA DE SÓFOCLES. Fragmentum, 1(38), 85. https://doi.org/10.5902/13769
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