Abstract
Introdução: a autoavaliação da saúde constitui-se como um indicador de saúde global, amplamente utilizado em todo o mundo, e decorre da percepção que o indivíduo tem sobre a própria saúde. Além disso, pode ser utilizado como objeto de investigação em todas as populações, sobretudo aquelas vulneráveis, como agricultores. Objetivo: analisar a prevalência e os fatores associados a autoavaliação negativa da saúde de agricultores em Caicó, no Rio Grande do Norte. Métodos: Trata-se de um estudo transversal cuja população foi composta por 450 agricultores cadastrados no Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares. Utilizou-se como variável dependente “a autoavaliação negativa do estado de saúde”, e foi realizada uma análise descritiva da prevalência do desfecho em relação às variáveis pesquisadas, assim como Regressão de Poisson com variância robusta para analisar os fatores associados e estimar as razões de prevalências. Resultados: a prevalência da autoavaliação negativa de saúde entre trabalhadores da agricultura foi de 48%. No modelo final, as variáveis que foram estatisticamente associadas à autoavaliação negativa de saúde foram: sexo feminino, idade de 60 anos ou mais, ser viúvo, residir com 5 ou mais pessoas e que tiveram perda da produção. Conclusão: ações de promoção a saúde devem ser planejadas e implementadas com um olhar singular a vida dos agricultores. Adicionalmente, a melhoria das condições de trabalho também se constitui como uma ferramenta positiva nesse processo, garantida por órgãos governamentais.
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Santos, E. G. de O., & Barbosa, I. R. (2024). Prevalência e fatores associados à autoavaliação negativa de saúde entre trabalhadores da agricultura familiar. CONTRIBUCIONES A LAS CIENCIAS SOCIALES, 17(9), e10998. https://doi.org/10.55905/revconv.17n.9-372
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