Abstract
A mineração pode resultar em impactos adversos para os ecossistemas naturais e saúde humana. O objetivo consiste em demonstrar os possíveis efeitos dos metais pesados, como agentes protagonistas de patologias na saúde humana, com irreversibilidade preocupante a longo prazo. O vigente trabalho trata-se de uma revisão integrativa, em que, foram aplicados o uso de bases de dados eletrônicas: Scientific Electronic Biblioteca Online (SCIELO), PUBMED, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). A partir da busca realizada, encontraram-se artigos sobre o tema proposto, publicados em periódicos nacionais, presentes nas referidas bases de dados. O período das publicações encontradas foi de 2018-2022. É importante ressaltar que a poluição do solo por metais pesados afeta a qualidade do meio ambiente e constitui risco eminente de intoxicação ao homem. Desse modo, o aumento nas concentrações de metais pesados no solo e na água próximos a zonas de mineração pode estar relacionado com processos químicos e biológicos que controlam a solubilidade, a disponibilidade e a mobilidade desses metais, resultando em impactos adversos para o ecossistema e a saúde humana. Os efeitos tóxicos dos metais pesados no ser humano estão associados aos compostos orgânicos e inorgânicos por eles formados. A determinação da concentração desses elementos no organismo, está relacionado a quantidade e tempo de exposição aos tóxicos. De acordo com o pesquisador Sérgio Peixoto, em 2022, foi realizado um estudo que avalia as condições de vida, saúde e trabalho da população de Brumadinho, após o desastre causado pelo rompimento da barragem da mineradora Vale, em janeiro de 2019. Os resultados mostraram que, entre os adolescentes, alguns metais estão acima dos limites de referência, com destaque para arsênio total na urina (28,9% com mais de 10 μg/g creatinina), manganês no sangue (52,3% com mais de 15 μg/L) e chumbo no sangue (12,2% com mais de10 μg/dL). Nos adultos foram encontradas elevadas proporções de níveis aumentados de arsênio total na urina (33,7%) e de manganês no sangue (37%). A atividade mineradora desempenha um importante papel na sociedade desde a antiguidade. Contudo, essa exploração quando realizada de maneira não planejada, pode afetar a qualidade de vida das futuras gerações. Uma vez que animais ou humanos são expostos a esses poluentes, é imperativo entender a toxicidade desses compostos, para evitar desastres históricos conhecidos. No entanto, o desenvolvimento de novos métodos deve ser implementado a fim de estabelecer uma relação causal entre a intoxicação por metais pesados e a situação epidemiológica presente nas populações expostas, estabelecendo as bases para a determinação da avaliação de medidas preventivas, corretivas e/ou mitigadoras.
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Faria, M. F., Bastos, M. C., De Oliveira, A. L., Rocha, K. M., Costa, E. de S., Oliveira, M. H. M. J., … Batista Filha, A. J. A. (2023). INTOXICAÇÃO POR METAIS PESADOS NA MINERAÇÃO E SEU IMPACTO NA SAÚDE HUMANA. REVISTA FOCO, 16(6), e2319. https://doi.org/10.54751/revistafoco.v16n6-109
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