Abstract
A Associação Internacional para o Estudo da Dor define-a como uma experiência sensorial e emocional desagradável que se associa a algum dano tecidual real ou potencial 4 . A dor é subjetiva, de forma que cada um a expressa e a sente de forma única e pode comunicá-la por meio da linguagem verbal e não verbal. Para in-terpretar a comunicação não verbal da dor, faz-se necessária a uti-lização sistemática de métodos objetivos, por meio do emprego rotineiro de escalas de avaliação do fenômeno doloroso desenhadas para cada público específico 5 . Diante da complexidade do fenômeno da dor, a equipe de saúde não raro recorre diretamente ao tratamento farmacológico. No entanto, deve-se conhecer a possibilidade do emprego de uma assistência não farmacológica aliada à farmacológica 3 , na qual se pode associar a uti-lização de técnicas de distração da criança e relaxamento, por meio do controle de ruídos, temperatura, luminosidade, do toque, do preparo para os procedimentos dolorosos, e ainda o estímulo para a participação da família nesse cuidado 6 . A expressão dolorosa na criança pode ser afetada por múltiplos as-pectos, como condições ambientais, sentimentos elaborados pela experiência e inclusive o comportamento emocional dos pais, que podem provocar sentimentos de ansiedade, tristeza, medo, angús-tia 2 , o que poderá elevar a sensação dolorosa. O contexto familiar é influente na expressão da dor pela criança. Os parâmetros fisiológicos parecem úteis para avaliar a dor na prá-tica clínica, mas não podem ser usados de forma isolada para deci-dir se o recém-nascido apresenta dor e se há necessidade do uso de analgésicos 7
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Gonçalves, B., Holz, A. W., Lange, C., Maagh, S. B., Pires, C. G., & Brazil, C. M. (2013). O cuidado da criança com dor internada em uma unidade de emergência e urgência pediátrica. Revista Dor, 14(3), 179–183. https://doi.org/10.1590/s1806-00132013000300005
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