Abstract
O método de mapeamento de perigo de escorregamentos em áreas urbanas mais utilizado atualmente no Brasil é o adotado pelo Ministério das Cidades. Com a finalidade de torná-lo mais sistemático e diminuir o grau de subjetividade na comparação e hierarquização dos setores de perigo, porém sem modificar sua abordagem fundamental, o presente trabalho propõe incorporar na análise o Processo de Análise Hierárquica (AHP). Para validar essa proposta foi realizado um ensaio de aplicação em áreas de risco a escorregamentos no Município de São Sebastião (SP), mapeadas anteriormente pelo Instituto Geológico da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (IG/SMA/SP), segundo a abordagem tradicional, ou seja, sem a incorporação sistemática do AHP. Os resultados do mapeamento do IG para uma das áreas (Vila Baiana), exemplificada neste trabalho, foram mais conservadores que aqueles obtidos com a incorporação do método AHP. A sua aplicação diminuiu a subjetividade e evidenciou a facilidade e praticidade na ponderação dos indicadores na classificação do perigo. A análise das opiniões de três especialistas nos julgamentos paritários dos indicadores de perigo a escorregamentos mostrou não haver discrepâncias na classificação do perigo.
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Faria, D. G. M., & Augusto Filho, O. (2013). Aplicação do Processo de Análise Hierárquica (AHP) no mapeamento de perigo de escorregamentos em áreas urbanas. Revista Do Instituto Geológico, 34(1), 23–44. https://doi.org/10.5935/0100-929x.20130002
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