Abstract
Este artigo reflete sobre as condições de cidadania entre os índios Karajá a partir de sua experiência urbana e interétnica. Compara a situação dos dois extremos do território karajá: o subgrupo Xambioá, mais ao norte, e a aldeia Buridina, mais ao sul de seu território, ao longo do Rio Araguaia. Os casamentos interétnicos deram origem à classificação identitária de “mestiço”. Argumenta-se que a condição dúbia do mestiço o impede de acessar plenamente sua “cidadania” na forma dos serviços fornecidos pela política indigenista.This article approaches the citizenship conditions of Karajá Indians based on their interethnic and urban experience. It compares the situations of two extremes of the Karaja territory: the Northern subgroup, Xambioá, and the Southern village, Buridina, along Araguaia River. Interethnic marriages originated the mestizo identity classification. It is argued that the dubious condition of mestizo denies him full access to citizenship in the form of services provided by the indigenous policy.
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Schiel, H. (2018). Dançando cacofonias: de mestiços, inã (Karajá) e “cultura.” Anuário Antropológico, v.42 n.2, 353–381. https://doi.org/10.4000/aa.2477
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