Os paradigmas de Thomas Kuhn

  • Costa A
N/ACitations
Citations of this article
10Readers
Mendeley users who have this article in their library.

Abstract

O caráter polissêmico do termo “paradigma” tornou-se uma das questões mais obscuras dentro da imagem da ciência de Thomas Kuhn. Em A estrutura das revoluções científicas (1962) foi possível identificar pelo menos 21 sentidos diferentes para o vocábulo. Trata-se de questão intrigante, ao se constatar a centralidade do termo na estruturação de uma imagem cíclica e episódica para ciência. À vista disso, este trabalho apresenta uma investigação sobre as diferentes concepções do termo em alguns momentos da obra kuhniana. A primeira parte explicita como ocorre a expansão semântica do vocábulo entre dois ensaios, A tensão essencial: tradição e Inovação na Investigação científica (1959) e A função do dogma na pesquisa científica (1963). Na segunda parte discorre-se sobre o uso do termo especificamente em A estrutura das revoluções científicas, considerando duas críticas endereçadas a Kuhn, a saber, A natureza do paradigma (1970), de Margareth Masterman, e o ensaio homônimo A estrutura das revoluções científicas (1964), de Dudley Shapere. Por fim, a terceira parte apresenta as respostas de Kuhn a tais críticas a partir da análise de “Posfácio” e das Reconsiderações acerca dos paradigmas, ambos de 1969.

Cite

CITATION STYLE

APA

Costa, A. C. R. (2020). Os paradigmas de Thomas Kuhn. Primeiros Escritos, (10), 10–33. https://doi.org/10.11606/issn.2594-5920.primeirosescritos.2020.155660

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free