Abstract
Partindo de uma hesitação quanto à simplicidade da antropologia afroindígena e sua abertura a análises identitárias, este artigo busca explicitar o potencial comparativo desta proposta antropológica. Para tanto, apresenta-se uma reflexão etnográfica sobre os processos de identificação e diferenciação entre os Filhos do Erepecuru – ribeirinhos-castanheiros-coletivos-remanescentes -quilombolas da mesorregião do Baixo Amazonas, município de Oriximiná. Baseado no mito de chegada dos antepassados dos Filhos no rio Erepecuru e sua conceptualização de lugares e corpos instáveis, componho uma análise sobre o conceito nativo de entrosamentos, apontando para a importância das relações que tem seu fundamental na alteridade e no controle. Por meio dos pontos de conexão e contraste entre etnografias sobre povos indígenas e de matriz africana, este trabalho delineia a importância do mecanismo de controle no método comparativo e, portanto, para uma antropologia afroindígena.
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Sauma, J. (2014). Entrosar-se, uma reflexão etnográfica afroindígena. Cadernos de Campo (São Paulo - 1991), 23(23), 257–270. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v23i23p257-270
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