Em defesa da vida

  • Pedrolo R
  • Nicolay D
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Abstract

Michael Foucault nas obras Em defesa da sociedade (2010) e Segurança, território, população (2008) desenvolve compreensões sobre o significado do poder soberano e do biopoder, produzindo uma biopolítica. Tal condição, remete-nos a pensar sobre o currículo no ensino das Ciências da Natureza e suas Tecnologias (CNTs), através do Itinerário Formativo (IF) saúde, proposto no Referencial Curricular Gaúcho do Ensino Médio (RCGEM), no controle e regulamentação sobre a vida do aluno trabalhador. Ou seja, é a presença do poder proporcionando o fazer viver do aluno por meio do disciplinamento, o que provoca o pensamento do conhecimento pelo aluno. Essa ordenação é chamada por Foucault como biopolítica que visa o regulamento sobre a massa de corpos, denominada de população. Apesar de Foucault não intencionar o conceito de arquivo, composto pelos enunciados, como meio metodológico, compreendê-lo-emos como ferramenta teórico-metodológica para a constituição do saber em estudo. Nesse sentido, a escola e o currículo no ensino das CNTs necessitam abrir espaço para maiores discussões das regulamentações existentes para a conservação da vida do aluno trabalhador. Assim dizendo, o currículo está em constante produção e concepção, evidenciando os enunciados formadores dos discursos em relação ao tema vida no trabalho na formação dos estudantes.

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Pedrolo, R., & Nicolay, D. A. (2024). Em defesa da vida. Saberes: Revista Interdisciplinar de Filosofia e Educação, 24(1), AR09. https://doi.org/10.21680/1984-3879.2024v24n1id33733

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