Abstract
Qual o futuro do movimento operário? ENquanto muitos conclues que a classe trabalhadora não é mais um ator social significativo, e que terminou o período histórico no qual os movimentos de trabalhadores foram agentes de mudança social, este livro defende que, para responder adequadamente a essa pergunta, devem-dse reenquadrar os estudos do trabalho numa moldura analítica historicamente mais larga e geograficamente mais ampla. Na análise dos movimentos trabalhistas de uma perspectiva de longo prazo (do final do século XIX até hoje) e em escala mundial, "Forças do Trabalho" obtém um padrão recorrente: a expansão industrial seguida do surgimento de movimentos trabalhistas fortes ou, uma das principais teses deste livro, "para onde vai o capital, o conflito vai atrás". De fato, o capital de produção em massa correu o mundo atrás da miragem da mão-de-obra barata e disciplinada, e terminou por recriar movimentos trabalhistas militantes nos novos lugares onde se instalava. Beverly Silver mostra as respostas do capitalismo à militãncia trabalhista ao longo do século XX - desde a grande onda de militância nas indústrias de produção em massa dos Estados Unidos, nos anos 1930, até o ressurgimento do conflito interclasses que se espalhou pela Europa ocidental no final dos anos 1960 e começo da década de 1970, e a onda de greves nos países de industrialização mais recente, o Brasil entre eles, nos anos 1970 e 1980 - e a resistência dos trabalhadores à exploração, no solo permanetemente movediço do capitalismo histórico.
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Santos, A. de O. (2007). Forças do Trabalho: movimentos de trabalhadores e globalização desde 1870. Caderno CRH, 20(49), 169–171. https://doi.org/10.1590/s0103-49792007000100014
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