Abstract
O processo de criação do Mosaico de Unidades de Conservação do Jacupiranga foi uma solução inédita no Estado de São Paulo, cuja análise nos remete a importantes impactos na conservação e nas comunidades rurais envolvidas. Se consideradas as características do antigo Parque Estadual de Jacupiranga (PEJ), com os equívocos da sobreposição em áreas com comunidades residentes; a presença de 8.000 habitantes em mais de 40 bairros rurais em seu perímetro; os conflitos socioambientais e disputas territoriais; a falta de recursos financeiros e humanos na gestão, constata-se que a criação do Mosaico foi a melhor alternativa para mediação dos conflitos existentes, desenvolvimento de estratégias para conservação da área e acesso à terra. Se, por um lado, a criação do antigo Parque Estadual de Jacupiranga seguiu o pressuposto da separação entre sociedade e natureza, a criação do Mosaico vem desencadeando um processo de diálogo e de contextos de participação das comunidades, possibilitando a construção de acordos e consensos para um ordenamento territorial que viabilize a conservação e o desenvolvimento rural local. De território do medo para território de direitos, trabalho e cidadania: este é o desafio que vive agora o Mosaico de Unidades de Conservação do Jacupiranga e que esta pesquisa analisou por meio da metodologia de trabalho de campo, descrição contextualizada e a observação participante.
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Bim, O. J. B., & Furlan, S. A. (2013). Mosaico do Jacupiranga - Vale do Ribeira / SP: conservação, conflitos e soluções socioambientais. Agrária (São Paulo. Online), (18), 4–36. https://doi.org/10.11606/issn.1808-1150.v0i18p4-36
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