Abstract
O ensaio critica algumas modalidades de determinismo atualmente dominantes, fugindo do pensamento aleatório ou pós-moderno. Procuramos contribuir para a explicação objetiva, porém sensível, do mundo, de modo a manter aberta a intervenção efetiva e consciente no processo histórico. O argumento apresenta a contraposição paradoxal e dolorosa entre determinismo econômico e uma liberdade amputada que o acompanha e, em seguida, mostra como a reflexão marxiana permite superar os impasses nos quais recaíram tanto os deterministas naturalistas quanto os antideterministas pós-modernos. Essa superação exige a demonstração da historicidade constitutiva do processo de trabalho, tanto no seu viés ontológico (Lukacs) quanto no viés histórico (Marx), apontando para a materialidade efetiva das relações sociais como forma de distribuição dos seres singulares no conjunto das atividades da produção de sua existência social. Concluímos mostrando como a determinação, em Marx, não é redutora e, portanto, não repousa sobre um econômico entificado.The article criticizes some currently dominant modalities of determinism, distancing itself from randomized and post-modern thinking. We look to contribute to the sensitive objective explanation of the world in order to keep effective intervention open and conscious in the historical process. The argument presents a paradoxical and painful contrast between economic determinism and a restricted freedom that accompanies it, and then shows how Marxist thought allowed them to overcome the impasses in which both the deterministic naturalists, as well as the post- modern anti-determinists had found themselves. This step requires the demonstration of the development of the work process, in its ontological view (Lukacs), as well as the historic view (Marx), pointing to the effective materialism of social relations, as a means of distribution of singular beings together with the activities of production of its social existence. We conclude by showing how determination in Marxism is not simplistic, and therefore, is not based on an economic truism.
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Fontes, V. (2009). Determinação, história e materialidade. Trabalho, Educação e Saúde, 7(2), 209–229. https://doi.org/10.1590/s1981-77462009000200002
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