Abstract
O objetivo desse artigo é analisar a dimensão histórica e estética do disco “O Canto dos Escravos”. Gravado pelos sambistas Geraldo Filme, Clementina de Jesus e Doca, em 1982, esse disco reposicionou o canto dos escravos mineiros do século XVIII na cena musical contemporânea. Esses cantos são denominados pela historiografia de vissungo; uma forma de cantiga de trabalho herdada dos negros bengelas. Na gravação do disco, os sambistas selecionaram quatorze vissungos. E o resultado, na visão deste autor, sugere a elaboração de uma estética musical ancorada nos valores e signos centro-africanos.
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Magno Azevedo, A. (2016). O Canto dos Escravos: heranças centro-africanas na música contemporânea do Brasil. OPSIS, 16(1), 238. https://doi.org/10.5216/o.v16i1.36694
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