Abstract
O aparecimento da Web 2.0, a criação de comunidades virtuais de doentes (CVdD)e a interação entre os doentes no ciberespaço estão a revolucionar os sistemas desaúde . O presente estudo exploratório e descritivo, ana lisa este fenómeno emPortugal através um estudo qualitativo, pioneiro em Portugal, e apresenta as principaisrazões do aparecimento destas comunidades. Conclui-se que as principaismotivações para os doentes procurarem estas comunidades são: o tempo reduzidodas consultas com o médico; a falta e/ou incompreensão da informação transmitidano encontro interpessoal com o médico; a solidão; o estigma e a exclusão social. Éuma percepção unânime entre os doentes crónicos que participaram no estudo quea participação nesta s com unidades virtuais é complementar ao apoio e cont actopresencial; que o apoio virtual entre pares melhora a relação médico-doente, tornandoo doente mais participativo na toma da de decisão sobre a sua saúde e que sãogeradoras de uma melhor literacia em saúde . De acordo com os participantes noestudo as principais limitações para o desenvolvimento de comundiade s virtuaisincluem as seguintes noções: o digi tal divide e discrimina; os perigos deautomedicação; a possivel divulgação de informação incorrecta e a inexistência decritérios de qualidade para sítios Web sobre saúde.
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Moreira, P. J., & Pestana, S. C. (1970). Saúde Web 2.0 e comunicação em saúde: a participação em comunidades virtuais em Portugal. Revista de Comunicación y Salud, 2(2), 47–62. https://doi.org/10.35669/revistadecomunicacionysalud.2012.2(2).47-62
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