Abstract
Resumo Fundamento: Técnicas de cirurgia de revascularização miocárdica (RM) sem o uso de circulação extracorpórea (CEC) possibilitou resultados operatórios com menor dano sistêmico, menor ocorrência de complicações clínicas, menor permanência na sala de terapia intensiva e também no tempo de internação, gerando expectativas de melhor qualidade de vida (QV) dos pacientes. Objetivo: Avaliar a QV em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização com e sem CEC. Métodos: Em pacientes com doença multiarterial coronariana (DAC) estável e função ventricular preservada, aplicou-se o Short-Form Health Survey (SF-36) Questionnaire antes da cirurgia e depois de 6 e 12 meses. Resultados: Entre janeiro de 2002 e dezembro de 2006, foram randomizados 202 pacientes para cirurgia de RM. As características demográficas clínicas laboratoriais e angiográficas foram semelhantes nos dois grupos. Desses pacientes, 105 foram operados sem CEC e 97 com CEC. Na evolução, 22 pacientes sofreram infarto, 29 relataram angina, um reoperou, 3 tiveram AVC e nenhum morreu. A avaliação da QV mostrou similaridade nos dois grupos em relação ao componente físico e mental. Todavia, encontrou-se significativa melhora da capacidade funcional e percepção do aspecto físico nos pacientes do sexo masculino. Além disso, um expressivo número de pacientes dos dois grupos retornou ao trabalho. Conclusão: Em todos os pacientes estudados, observaram-se melhora progressiva da qualidade de vida e retorno precoce ao trabalho, independentemente da técnica cirúrgica empregada. Exceto pela melhor percepção da capacidade funcional e do aspecto físico experimentado pelos homens, não houve diferença estatística nos resultados dos demais domínios alcançados pelos dois grupos estudados.(Arq Bras Cardiol 2008;91(4):238-244) Palavras-chave: Qualidade de vida, revascularização miocárdica, arteriosclerose coronariana, circulação extracorpórea. Summary Background: Coronary artery bypass grafting techniques without using cardiopulmonary bypass (off-pump CABG) result in less systemic damage, less clinical complications, less time spent in the intensive care unit, and shorter hospital stays, thereby raising the perspective of improved quality of life (QOL) for patients.
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Brandão Assis Navarro, M. D. L., & Bennemann, R. M. (2006). (Artigo 4 publicado v.28 n.2) Avaliação do estado nutricional de idosos residentes em uma instituição asilar da cidade de Marialva, Estado do Paraná. Acta Scientiarum. Health Science, 28(2). https://doi.org/10.4025/actascihealthsci.v28i2.1066
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