Abstract
Apesar do impulso permanente que os\repidemiologistas, habitualmente tem, de fazer previsões e predições a partir de suas observações, tais procedimentos mostram-se sempre arriscados na medida que a estrutura de determinantes e a configuração dos processos de gênese das integrais saúde-doença-cuidado são extremamente variáveis e rapidamente modificáveis. Assim sendo, a tarefa de abordar as perspectivas para a epidemiologia brasileira no próximo século parece comportar riscos. Ao invés de realizar exercícios de projeção e futurologia podemos tratar dos desafios que se colocam para a epidemiologia em três diferentes planos de análise: o plano teórico, o plano ético e o plano “práxico”. No plano teórico, abordaremos os aspectos mais relevantes da crise da ciência moderna e suas repercussões no campo da epidemiologia, destacando as propostas de superação. No plano ético, trataremos dos desafios colocados pelas desigualdades sociais e a iniquidade em saúde enquanto objeto privilegiado para uma ciência epidemiológica instituída a partir da práxis e comprometida visceralmente com os problemas da sociedades nas quais esse saber se exerce. Finalmente, no plano “práxico”, destacaremos as relações entre a epidemiologia e o campo da saúde coletiva, privilegiando a aplicação dos conhecimentos e do raciocínio epidemiológicos na solução dos problemas de saúde dos grupos humanos
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Barata, R. B. (1999). Epidemiologia no século XXI: perspectivas para o Brasil. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2(1–2), 6–18. https://doi.org/10.1590/s1415-790x1999000100002
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