Abstract
O objetivo deste artigo foi avaliar se a entrada no Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISE) leva à redução no gerenciamento de resultados ou se esta seria apenas uma forma indireta de reunir fatores já ligados diretamente com a qualidade da informação contábil. O estudo analisou se as empresas consideradas sustentáveis e participantes no ISE possuem menor nível de gerenciamento de resultados (GR). Como proxy de sustentabilidade, foi utilizado o ISE, e, como proxy de qualidade, foi utilizado o GR. Foram realizadas 797 observações com dados coletados na BM&FBovespa pela ferramenta da Economática no período pós IFRS, de 2010 a 2012. No artigo, foi utilizado o modelo Jones (1991), modificado por Dechow, Sloan e Sweeny (1995), e a Teoria da Divulgação. Os resultados sugerem uma relação negativa entre os accruals discricionários e a participação no ISE, indicando que não é a entrada no ISE que leva as empresas a gerenciarem menos os resultados, mas sim os critérios estabelecidos pela BM&FBovespa para participação no índice, tais como relatório de sustentabilidade, tamanho e nível de governança. Assim, a participação no ISE poderia ser utilizada pelo mercado como uma métrica de sinalização para capturar a qualidade da informação, possibilitando ganho em termos de resumo e redução dos custos de transação. Os resultados corroboram com as pesquisas nacionais e internacionais ao adicionar a variável sustentabilidade como uma das proxies de qualidade da informação contábil, assim como as variáveis tamanho da empresa e atributos de governança corporativa.
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RODRIGUES DA SILVA, G., & MORAES DA COSTA, F. (2016). Qualidade da informação contábil e sustentabilidade nas companhias brasileiras listadas na BM&FBovespa. Revista Ciências Administrativas, 23(1), 103–127. https://doi.org/10.5020/2318-0722.23.1.103-127
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