Abstract
O objetivo desta revisão é trazer informações atualizadas sobre o papel dos fatores imunes do colostro, além das imunoglobulinas (Igs), na proteção direta ou indireta dos bezerros. Os recém-nascidos são hipogamaglobulinêmicos e imunossuprimidos, além de possuírem sistema imune adaptativo näive. Desta forma, é consensual que a colostragem é prioridade no sistema de criação de bezerras, entretanto as novas descobertas sobre a atuação dos leucócitos maternos e seus subprodutos (citocinas), amplificando os mecanismos da resposta imunes inata e adaptativa, tem gerado muitas discussões no meio científico internacional. Além disso, as recentes descobertas sobre o microbioma humano têm sugerido que o processo de amamentação é fundamental para a transferência vertical de Lactobacillus e Bifidobacterium, microrganismos que desempenham um importante papel no desenvolvimento da imunidade de mucosas e saúde intestinal. Em geral, estas descobertas possuem aplicabilidade e trazem reflexões sobre o manejo tradicionalmente empregado na criação de bezerras, considerando-se o contato entre a vaca e recém-nascido, colostragem, sistema de aleitamento, higienização e desinfecção ambiental.
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Gomes, V., Costa Baccili, C., Martin, C. C., Silva Ramos, J., Sobreira Basqueira, N., Nascimento Silva, K., & Medici Madureira, K. (2017). Colostro bovino: muito além das imunoglobulinas. Revista Acadêmica: Ciência Animal, 15(Suppl 2), 99. https://doi.org/10.7213/academica.15.s02.2017.a10
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