Abstract
A sociedade contemporânea marcada pelo discurso de consumo e medicalização produz modos de subjetividades individualizantes. Elabora estratégias de saídas para o mal-estar que negam a subjetividade e sustentam seu modo de produção. Nesse sentido, o trabalho objetiva compreender como se dão os modos de subjetivação e a relação com o mal-estar e a medicalização da vida. A metodologia utilizada para esse artigo foi a pesquisa bibliográfica de caráter qualitativa. Como resultados, evidenciou-se que, devido a ascensão do discurso médico e o crescimento da indústria farmacêutica, os indivíduos passaram a buscar na medicalização uma solução rápida para seu sofrimento. Essa alternativa, entretanto, gerou enormes prejuízos para a vida das pessoas, bem como a negação do sofrimento e o uso desregulado de fármacos. Concluiu-se que a medicalização da vida como forma de (não)lidar com esse mal-estar é uma estratégia que deve ser repensada, visto que o sofrimento é algo inerente à vida humana.
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Rocha, A. C., Barrios, N. D. S., Rolim, P. D. D. S., & Zucolotto, M. P. da R. (2019). Sofro, logo me Medico: A Medicalização da Vida como Enfrentamento do Mal-Estar / I Suffer, therefore, i use Self-Medication: The Medicalization of Life as a Coping with Malaise. ID on Line REVISTA DE PSICOLOGIA, 13(46), 392–404. https://doi.org/10.14295/idonline.v13i46.1854
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