Medida e Modelagem da Interceptação da Chuva em uma Área Florestada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais

  • VIEIRA C
  • PALMIER L
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Recebido: 22/01/05 revisado: 19/07/05 aceito: 03/05/06 RESUMO Estudos realizados em áreas florestadas experimentais mostram que as perdas por interceptação representam uma variável adicional no cálculo do balanço hídrico de uma região. São vários os exemplos encontrados na literatura da influ-ência das florestas temperadas sob essas perdas por interceptação, porém, pouco se sabe sobre a evaporação em florestas tropi-cais. No Brasil, poucos são os trabalhos experimentais que se dedicam à análise das perdas por interceptação e em menor número são as tentativas de modelagem desse fenômeno. Dessa forma, um estudo da separação da chuva-em perdas por interceptação, chuva que atravessa a vegetação e fluxo de água que escoa pelo tronco das árvores-foi realizado no campus universitário da Universidade Federal de Minas Gerais-entre 01/97 e 06/98. Essa área pertence à bacia hidrográfica do Córrego Engenho Nogueira, onde a UFMG, em convênio com o CDTN-Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear-, implantou uma bacia experimental. Os dados da quantidade de água que atinge o solo diretamente ou por drenagem dos troncos foram obtidos a partir de 10 pluviômetros distribuídos aleatoriamente e de coletores instalados em 6 árvores representativas em uma área de 10x10m, situada em uma região florestada da bacia experimental. A chuva acumulada utilizada neste estudo foi de 1087mm. As parcelas da chuva coletada pelos pluviômetros e escoada pelos troncos foram, respectivamente, de 67% e 10% da chuva total. Assim, a perda por interceptação relativa ao período em estudo foi estimada em 23 ± 8% da precipitação medida. Dois modelos numéricos de previsão de valores das perdas por interceptação em áreas florestadas-Gash e Rutter-foram descritos e aplicados neste trabalho. Ambos os modelos foram capazes de estimar as perdas por interceptação em florestas tropicais de forma semelhante a que o fazem em florestas temperadas. Entretanto, observou-se que esses subestimam as taxas entre perdas por interceptação e chuva total: 20% da chuva para o modelo de Gash e 19% para o modelo de Rutter contra 23% da chuva para as perdas estimadas a partir de medições em campo. Isto é causado por grandes diferenças na intercep-tação medida e calculada pelos modelos em dias com chuva superiores a 25mm. Palavras-chave: interceptação; modelagem; bacia experimental; área florestada.

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VIEIRA, C., & PALMIER, L. (2006). Medida e Modelagem da Interceptação da Chuva em uma Área Florestada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais. Revista Brasileira de Recursos Hídricos, 11(3), 101–112. https://doi.org/10.21168/rbrh.v11n3.p101-112

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