Abstract
A disfagia neurogênica compreende as alterações da deglutição que ocorrem em virtude de uma doença neurológica. Este tipo de disfagia é particularmente debilitante, podendo levar a morte ou aumento do custo de saúde decorrentes da aspiração traqueal. Esta patologia é comum e consiste numa complicação potencialmente fatal para AVE agudo, ocorrendo em aproximadamente 50% desses pacientes. Dentre os possíveis tratamentos, a estimulação tátiltérmica e biofeedback têm um sucesso freqüente, variando de 0% a 83%. Estudos registram alto sucesso deste tratamento com pacientes que sofreram AVE, o que geralmente não incluem a mais severa forma de disfagia. Já o uso da estimulação elétrica no tratamento da disfagia foi primeiro descrito em 1996 por Freed et al e, posteriormente, por Park et al. O objetivo dessa estimulação elétrica era alcançar um ramo aferente do reflexo da deglutição em pacientes com atraso do início da deglutição. Sendo esta uma alternativa de tratamento ainda pouco explorada, o objetivo desse estudo foi realizar uma revisão bibliográfica sobre a utilização da estimulação elétrica no tratamento da disfagia em pacientes que sofreram acidente vascular encefálico. Conclusão: A disfagia neurogência, por estar diretamente associada ao aumento da morbi-mortalidade, necessita da atenção especial dos profissionais da Saúde. Sendo a eletroestimulação uma terapêutica importante a ser explorada já que possui uma eficácia significativa nesta patologia.
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Soares, T. M. C., Conceição, T. M. A., Cardoso, F., & Beresford, H. (2009). Avaliação da estimulação elétrica no tratamento da disfagia secundário ao acidente vascular encefálico. Acta Fisiátrica, 16(4), 191–195. https://doi.org/10.11606/issn.2317-0190.v16i4a103286
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