Abstract
É com um trecho da entrevista de onde foi retirado o extrato acima que Liane Silveira conclui o último capítulo de Como se fosse da família: a relação (in)tensa entre mães e babás. O livro é fruto de uma pesquisa acadêmica exemplar, conduzida pela autora ao longo de seu doutoramento no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional/UFRJ. O objetivo que orientou a pesquisa foi o de compreender as relações entre babás e mães de bebês e crianças que recorrem ao serviço dessas profissionais para gerir o cuidado de seus filhos. Em termos teóricos, o estudo foi cuidadosamente inscrito no campo em que o antropólogo Gilberto Velho, então orientador da autora, foi precursor no Brasil: a antropologia das sociedades complexas, produzida a partir de pesquisas etnográficas junto a camadas médias urbanas. Em termos metodológicos, foi conduzido por meio de um paciente trabalho de campo, da realização de entrevistas com babás e mães, e, ainda, da análise de acervos iconográficos de fotógrafos que se dedicaram a retratar, em álbuns hoje sob a guarda de um museu, algumas famílias brasileiras.
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Ferreira, L. C. de M. (2015). Como se fosse da família: a relação (in)tensa entre mães e babás. Ciência & Saúde Coletiva, 20(9), 2921–2922. https://doi.org/10.1590/1413-81232015209.18472014
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