Abstract
Objetivos:Determinar se são fatores associados à realização de cesarianas: nível de escolaridade, índice de massa corporal (IMC), hábitos tabágicos maternos, nuliparidade, antecedentes de cesariana prévia, setor da vigilância obstétrica, macrossomia e an- tecedentes de diabetes ou hipertensão arterial (HTA); Analisar: i) a associação entre a prática de cesarianas e complicações pós- -parto (hemorragia, infeção ou necessidade de reinternamento); ii) a associação entre a prática de cesarianas e a taxa de alei- tamento materno exclusivo à data da alta; iii) descrever as indicações apontadas para a realização de cesariana. Tipo de estudo: Analítico retrospetivo tipo caso-controlo. Local: Hospital Santo André, Leiria. População: Amostra aleatória estratificada não proporcional de 400 mulheres (200 submetidas a cesariana e 200 a parto va- ginal) cujo parto decorreu no ano de 2010. Métodos: Pesquisa de associação entre as variáveis e o tipo de parto por análise estatística bivariada, com cálculo do odds-ra- tio e teste do qui-quadrado, adotando-se um nível de significância de 0,05. Resultados: A percentagem de realização de cesarianas aumentou com a escolaridade (p < 0,001). No grupo das cesarianas a taxa de nuliparidade foi de 57,0% (p = 0,002). Das multíparas submetidas a cesariana, 87,7% apresentavam antecedentes de cesariana (p < 0,001). Entre aquelas submetidas a cesariana, verificou-se que a maior prevalência de HTA (72,4%, p = 0,012) e de vigilância obstétrica ocorreu no setor privado (56,9%, p = 0,002). Em 81,0% dos recém-nascidos sob aleitamento artificial e 58,5% dos que faziam aleitamento misto, à data da alta, o parto ocorreu por cesariana (p = 0,005). Dos partos complicados por infeção 88,9% eram cesariana (p = 0,001). Não foi encontrada associação estatisticamente significativa entre a realização de cesariana e hábitos tabágicos, IMC materno, diabetes e macrossomia. Conclusões: Maior escolaridade, nuliparidade, vigilância obstétrica no setor privado, cesariana prévia, HTA, aleitamento artifi- cial e infeção pós-parto associaram-se à prática de cesariana.
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Oliveira, A. R. (2013). Fatores associados e indicações para a prática de cesariana: Um estudo caso-controlo. Revista Portuguesa de Clínica Geral, 29(3), 151–159. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v29i3.11067
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