O alargamento da escolaridade obrigatória para as meninas portuguesas (1960), uma medida legislativa envergonhada: sua representação nos jornais

  • Adão Á
  • Remédios M
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Com a ascensão do regime do Estado Novo (1933), sustentado ideologicamente por umpensamento antiliberal, de cariz católico, a existência da mulher confunde-se com a dafamília, estando-lhe reservado o espaço doméstico. Um discurso, focalizado no elogio dadiferença, enforma a construção social da educação. A partir dos anos 40, do séc. XX, osmecanismos de resistência às transformações sociais, desencadeadas sobretudo pela 2.ªguerra mundial, tornam-se inoperantes e a política educativa terá de alterar o seudireccionamento. Em Portugal, o alargamento para quatro anos da escolaridade dasmeninas deu-se tardiamente, no ano de 1960, quando essa frequência para os rapazes era jáobrigatória desde finais de 1956 e por toda a Europa a educação da mulher ocupava umlugar importante. Tendo em atenção que a imprensa periódica foi, até à difusão alargada deoutros meios de comunicação de massas (Televisão, Internet), o principal instrumento de(in)formação da opinião pública, pretende-se aqui analisar o papel dos jornais como fontepara a história da educação, a partir do tratamento dado àquela medida governamental emartigos de opinião e notícias publicados na época.

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Adão, Á., & Remédios, M. J. (2012). O alargamento da escolaridade obrigatória para as meninas portuguesas (1960), uma medida legislativa envergonhada: sua representação nos jornais. Revista HISTEDBR On-Line, 9(36), 3. https://doi.org/10.20396/rho.v9i36.8639636

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