Contaminação mercurial em pescado capturado na lagoa Rodrigo de Freitas Rio de Janeiro, Brasil

  • Ferreira M
  • Mársico E
  • Clemente S
  • et al.
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Abstract

A poluição aquática é um dos tipos mais preocupantes de poluição resultante do despejo de metais pesados, pois estes não são degradáveis e tendem a se acumular em organismos vivos, resultando em diversas conseqüências graves para a saúde humana. Dentre esses metais está o mercúrio, cujo aporte no ambiente, no Brasil, é uma constante preocupação devido à sua utilização nas áreas de garimpo, atividade importante principalmente na região da Amazônia, além do emprego industrial. Sendo o mercúrio um dos principais contaminantes do meio marinho, os alimentos são a principal fonte de mercúrio para pessoas que não possuem exposições ocupacionais, principalmente através do pescado e seus derivados. Assim, a monitorização do mercúrio nos compartimentos ambientais é de fundamental importância, com a finalidade de prevenir risco sanitário pela exposição humana a concentrações excessivas deste metal pelo consumo de pescado. No Rio de Janeiro, a Lagoa Rodrigo de Freitas é um cartão postal da cidade e possui a pesca artesanal como uma importante atividade, onde cerca de 80% dos pescadores vive exclusivamente da mesma. Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar o grau de contaminação mercurial em alguns representantes da biota aquática deste ecossistema. Como amostragem, foram utilizados 24 exemplares de acará (Geophagus brasiliensis), 18 de tainha (Mugil sp.), 18 de robalo (Centropomus sp.), 10 de siris (Callinectes sp.) e 10 pools de cracas (Balanus sp.). Para a determinação da concentração de mercúrio total, foi utilizada a técnica descrita por Deitz, Sell e Bristol (1973), utilizando o analisador Bacharach Coleman, modelo MAS-50 B, baseado na técnica de espectrofotometria de absorção atômica por arraste de vapor a frio, com obtenção dos resultados em microgramas de mercúrio por gramas de amostra (µg.g-1). Os resultados encontrados foram 0,015 + 0,023 µg.g-1 (0,001-0,105) nos exemplares de acará; 0,011 + 0,014 µg.g-1 (0,002- 0,063) nas tainhas; 0,025 + 0,006 µg.g-1 (0,015-0,041) nos robalos; 0,023 + 0,013 µg.g-1 (0,012-0,056) nos siris; e 0,057 + 0,016 µg.g-1 (0,042-0,075) nas cracas. Não foi encontrada correlação entre o teor de Hg e tamanho e/ou peso das amostras em nenhum organismo estudado. Embora os valores obtidos estejam abaixo do limite máximo permitido pela legislação brasileira, é de extrema importância a monitorização dos teores de Hg na lagoa. Desta forma, os resultados servem de subsídios para uma ação dos órgãos da saúde pública quanto à liberação ou não do consumo de pescado deste ecossistema.

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Ferreira, M. da S., Mársico, E. T., Clemente, S. C. de S., & Medeiros, R. J. (2006). Contaminação mercurial em pescado capturado na lagoa Rodrigo de Freitas Rio de Janeiro, Brasil. Revista Brasileira de Ciência Veterinária, 13(2), 84–88. https://doi.org/10.4322/rbcv.2014.274

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