Abstract
Resultado das disputas capitalistas por terra, as favelas sempre se instalaram em áreas relegadas pelo mercadoimobiliário formal, e em estreita relação com os cursos d’água. Tomando como contexto empírico a cidade de BeloHorizonte, este artigo discute a relação dialética entre água e favelas – fatores historicamente negligenciados e que apenasrecentemente ganharam alguma prioridade nas políticas públicas. As favelas, embora representativas da precariedade edeficiências urbanas dos espaços reservados às classes destituídas, oferecem interessantes possibilidades de investigação e reflexão acerca de um padrão de urbanização já excluído da cidade formal, ancorado numa relação desalienada entre gente e água pela reincorporação à vida cotidiana dos cursos d’água despoluídos, desde as pequenas cabeceiras até os fundos de vales urbanizados.
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Silva, M. M. de A. (2016). AOS DESTITUÍDOS, AS CABECEIRAS. Revista Da Universidade Federal de Minas Gerais, 20(2). https://doi.org/10.35699/2316-770x.2013.2692
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