Abstract
O Ecoturismo é um componente importante para promover a sustentabilidade e conservação da natureza e grande parte das Unidades de Conservação (UCs) brasileiras têm grande potencial para receber as atividades ecoturísticas. Porém, no Brasil, ainda é muito baixa a atenção dada pelos governos e pelas políticas de meio ambiente a essa vertente do turismo que é menos impactante que o turismo de massa. Nesse sentido, a presente pesquisa tem como objetivo analisar a importância do componente ecoturismo para criação e gestão de UCs no estado do Rio de Janeiro. Para isso, foi analisa a relevância dada ao ecoturismo e vertentes dessa atividade que envolvam as comunidades locais – turismo de base comunitária – e sejam uma alternativa ao turismo de massa – turismo de aventura. Foram analisadas as metodologias utilizadas para criação de UCs pela esfera federal através do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade: “Planejamento Sistemático da Conservação” e o “Programa de Workshops Regionais de Biodiversidade da Conservação Internacional”, e as utilizadas pelo Instituto Estadual do Ambiente do estado do Rio de Janeiro (INEA). Ficou evidente que as metodologias nacionais e estaduais utilizam, prioritariamente, parâmetros biológicos para definição de UCs; adotam a escala de biomas como base para definição de áreas a serem conservadas, implicando em maior generalização das análises; e atribuem baixa importância para o desenvolvimento do ecoturismo em UCs do Rio de Janeiro. Conclui-se que a falta de incentivo do poder público às atividades turísticas de baixo impacto representa risco para a conservação da natureza e para as populações tradicionais.
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Rangel, L. de A., & Sinay, L. (2019). Ecoturismo como ferramenta para criação de Unidades de Conservação no estado do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Ecoturismo (RBEcotur), 12(4). https://doi.org/10.34024/rbecotur.2019.v12.6711
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