Abstract
O desenvolvimento da linguagem oral da criança é histórica e socialmente condicionado e, por isso, não natural. Neste artigo, que resulta de pesquisa de caráter teórico, tem-se por objetivo re% etir sobre as contribuições dos autores da Teoria Histórico-Cultural (especialmente Vigotski, Leontiev, Luria, Elkonin, Lísina e Zaporozet) para a prática pedagógica nas creches, focalizando, de modo particular, o desenvolvimento da linguagem oral nos três primeiros anos de vida, suas especi! cidades e formas de intervenção sobre ele. Parte-se do pressuposto de que a comunicação constitui uma atividade essencial para o homem e de que a linguagem oral, ao se desenvolver, permite à criança apropriar-se dos signi! cados das palavras de forma progressiva e, com eles, dos construtos sócio-culturais da humanidade de modo a formar suas funções psíquicas superiores. Com base no levantamento bibliográfico a respeito do tema, busca-se sistematizar alguns princípios da Teoria Histórico-Cultural capazes de orientar professores e professoras para um trabalho que enfoque a linguagem oral como objeto de uma prática intencional nas creches, respeitando o direito das crianças pequenas ao desenvolvimento integral.
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Bissoli, M. de F. (2014). O desenvolvimento da linguagem oral da criança: contribuições da Teoria Histórico-Cultural para a prática pedagógica na creche. Perspectiva, 32(3), 829–854. https://doi.org/10.5007/2175-795x.2014v32n3p829
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