Abstract
Objetivo: Desvelar a vivência de mães de filhos com transtorno de espectro autista. Métodos: Estudo de natureza qualitativa balizado no referencial teórico-filosófico-metodológico de Martin Heidegger, realizado em um município da zona da mata de Minas Gerais, com 14 mães de crianças diagnosticadas, que nos meses de janeiro/março de 2016 fizeram seus depoimentos em encontros mediados pela empatia. Resultados: Da compreensão emergiram as Unidades de Significado: Difícil aceitar o diagnóstico e A não aceitação da família e da sociedade. Desvelou-se que o ser-aí-mãe-de-autista parte da facticidade para a impropriedade e mostra-se inautêntica, pois deixa de ser um indivíduo e transforma-se na "mãe do autista". Conclusão: No desvelamento dos sentidos percebeu-se a dificuldade do cotidiano de ser mãe de autista. Sugere-se a realização de novos estudos com enfoque direcionado aos enfermeiros e profissionais de saúde, pois é preciso repensar as políticas públicas para alcancçar essa parcela da população de maneira mais eficiente e inclusiva.Palavras-chave: transtorno autístico, relações mãe-filho, enfermagem.
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Salimena, A. M. de O., Rendón, D. de C. S., & Amorim, T. V. (2019). Vivências de mães de crianças com transtorno de espectro autista: estudo fenomenológico. Enfermagem Brasil, 17(6), 654–661. https://doi.org/10.33233/eb.v17i6.2247
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