Abstract
Quatorze pacientes foram avaliados no serviço de emergência da Santa Casa de São Paulo devido a cefaléia aguda. Quatro pacientes tinham o diagnóstico de enxaqueca com aura e cinco o de enxaqueca sem aura. Quatro pacientes foram diagnosticados como portadores de cefaléia crônica diária com interparoxismos de enxaqueca. E finalmente um paciente tinha o diagnóstico de hemicrania paroxística crônica. Todos os pacientes receberam diagnóstico de acordo com os critérios da International Headache Society, para a cefaléia que motivou a procura do atendimento de emergência. A dose de clorpromazina usada foi 0,7 mg/Kg diluída em solução glicosada a 5% e a dose máxima nunca excedeu 50 mg. O tempo de administração nunca foi inferior a 60 minutos. Os resultados foram considerados excelentes em todos os casos. Alguns pacientes apresentaram efeitos colaterais, particularmente hipotensão ortostática, sempre moderada e transitória. Este estudo demonstra claramente que a clorpromazina (0,7 mg/Kg) é altamente eficaz para tratamento de episódios de cefaléia primária.Therapeutic measures, with intravenous chlorpromazine, taken during acute headache are evaluated in fourteen patients at the emergency room in Santa Casa de São Paulo. Four patients had the diagnosis of migraine with aura and five patients migraine without aura. Four patients had diagnosis of chronic daily headache with intermittent and superimposed migrainous events. Finally one patient had the diagnosis of chronic paroxysmal hemicrania. All patients were diagnosed according to Intenational Headache Society criteria. The intravenous chlorpromazine dose used was 0.7 mg/Kg diluted in 5% glucose solution and the dose never exceeded 50 mg. The time of drug administration was never less than 60 minutes. The results were considered excellent in all cases. Some patients presented side effects, particularly orthostatic hypotension, always moderate and transitory. This study has clearlly demonstrated that intravenous chlorpromazine (0.7 mg/Kg) was highly effective in terminating episodes of primary headache.
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COSTA, A. R. D., MONZILLO, P. H., & SANVITO, W. L. (1998). Uso de clorpromazina para tratamento de cefaléia no serviço de emergência. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 56(3B), 565–568. https://doi.org/10.1590/s0004-282x1998000400008
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