Diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica: evidências de que os critérios contemporâneos devem ser revistos

  • Fuchs F
  • Lubianca Neto J
  • Moraes R
  • et al.
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Abstract

Diversos comitês normativos em hipertensão arterial recomendam considerar a média de várias aferições da pressão arterial com esfigmomanômetro para diagnosticar hipertensão. Não há consenso sobre o número de medidas a serem consideradas. OBJETIVO. Descrever o comportamento da pressão arterial obtida em três dias diferentes, utilizando-se a média de seis aferições para o diagnóstico de hipertensão. MÉTODOS. No ambulatório de hipertensão da Unidade de Farmacologia Clínica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, emprega-se a média de seis determinações, obtidas em três dias diferentes, para diagnosticar e classificar a hipertensão, exceto nos pacientes com valores muito baixos ou elevados nas duas primeiras aferições. Cinqüenta e oito pacientes foram submetidos a essa rotina. RESULTADOS. As médias das pressões sistólica (PS) e diastólica (PD) decresceram da primeira à sexta determinação (ANOVA para medidas repetidas: F = 4,45, p = 0,001 para PS e F = 5,54, p < 0,001 para PD). Os pacientes foram divididos em grupos com PS e PD obtidas na primeira aferição superiores e inferiores à média de todo grupo. A diminui- ção de ambas as pressões ao longo das seis aferi- ções ficou restrita aos grupos com valores da primeira determinação superiores à média de todo o grupo (ANOVA: F = 8.03; p < 0,0001 para PS e F = 6,33, p <0,0001 para PD). A regressão à média e uma reação de alerta inicial são explicações aventadas para esse fenômeno. CONCLUSÃO. Esses dados demonstram que o diagnóstico de hipertensão arterial não deve ser feito com base em uma única aferição e sugerem que a recomendação de diagnosticar hipertensão severa baseando-se em altos valores das duas primeiras medidas pode classificar erroneamente alguns pacientes.

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Fuchs, F. D., Lubianca Neto, J., Moraes, R. S., Jotz, J. C., Wannmacher, L., Rosito, G. A., … Moreira, L. B. (1997). Diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica: evidências de que os critérios contemporâneos devem ser revistos. Revista Da Associação Médica Brasileira, 43(3). https://doi.org/10.1590/s0104-42301997000300010

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