Abstract
O ensaio examina as dificuldades inerentes à gestão e execução brasileira de projetos estratégicos, com acentuada inflexão nos campos da ciência e da tecnologia. Estuda, de forma particular, os projetos da área espacial, representando ações de longo alcance que não se reportam ao imediato, exigindo do país o exercício autônomo de sua soberania frente a reticências de outras nações. Além das injunções de limitação orçamentária, expõem-se alguns de uma infinidade de fatores de natureza histórico-cultural a obnubilarem a visão de muitos agentes sociais, especialmente segmentos da chamada elite, em pontos-chaves da máquina burocrática. É feita a descrição de óbices que na dimensão de duas ou três décadas têm respondido pelo nosso atraso em termos de Defesa Nacional, especificamente no Programa Espacial Brasileiro e em projetos correlatos como o do Centro de Lançamento de Alcântara e a estruturação da sua entidade gestora, a binacional Alcântara Cyclone Spaces.
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Amaral, R. (2010). PORQUE O PROGRAMA ESPACIAL ENGATINHA (AS DIFICULDADES BRASILEIRAS DE DESENVOLVER PROJETOS ESTRATÉGICOS). Passagens Revista Internacional de História Política e Cultura Jurídica, 2(5), 4–42. https://doi.org/10.5533/1984-2503-20102501
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