Abstract
A entomologia médico-criminal é o ramo da entomologia forense que estuda os insetos e outros artrópodes que estão associados principalmente com crimes contra a vida e violações como negligência, maus-tratos e tráfico de drogas. Têm como uma de suas principais aplicações a estimativa do intervalo pós-morte (IPM), por meio do conhecimento da taxonomia, biologia e sucessão da fauna cadavérica. O primeiro registro da aplicação dessa ciência é do século XIII, na China, popularizando-se a partir do fim do século XIX, com o lançamento do livro de Mégnin. No Brasil, os estudos se iniciaram noséculo XX com Edgar Roquette-Pinto e Oscar Freire. Contudo, apenas nas últimas décadas houve um aumento no número de grupos de pesquisa sobre entomologia médico-criminal, o que provocou um aumento na quantidade de publicações relacionadas ao tema. Tais fatores corroboram para a maior credibilidade dessa ciência e a consequente interação entre o meio acadêmico e a polícia, o que torna sua utilização corriqueira em muitos países. Os diversos estudos em andamento em vários continentes visam à aquisição de dados para a fundamentação de uma entomologia médico-criminal aplicável ao cenário mundial, fato essencial para a criação de um banco de dados forense que poderá prover auxílio tanto para o meio acadêmico quanto para os peritos criminais.
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Caneparo, M. F. da C., Corrêa, R. C., Mise, K. M., & Almeida, L. M. de. (2012). Entomologia médico-criminal. Estudos de Biologia, 34(83). https://doi.org/10.7213/estud.biol.7334
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