Abstract
Uma das alterações mais importantes da marcha de pacientes com seqüela de paralisia cerebral do tipo hemiparesia espástica é o pé eqüino, que, em geral, é causado por fraqueza dos músculos dorsiflexores. Diversas abordagens não invasivas vem sendo utilizadas no tratamento destas crianças, contudo a estimulação elétrica neuromuscular (EENM) não tem sido freqüentemente reportada como um recurso utilizado na terapia destes pacientes, a qual teria por objetivo o recondicionamento muscular, a redução de espasticidade e o auxílio na aprendizagem motora. Este trabalho foi idealizado, portanto, no intuito de verificar as possíveis alterações no comportamento das forças reação do solo durante a marcha de crianças portadoras de paralisia cerebral do tipo hemiparética espástica, imediatamente após o uso de EENM aplicadas sobre o músculo tibial anterior. Neste estudo foram selecionadas 6 crianças, com idade média de 7,83 ± 3,60 anos, em que foram aplicadas a freqüência de 50 Hz no músculo tibial anterior com avaliação do padrão de marcha na plataforma de pressão pré e imediatamente pós EENM. Através dos resultados observou-se que uma única aplicação de EENM não demonstra melhora do comportamento da marcha, quando comparado pré e imediatamente pós EENM, entretanto, faz-se necessário a continuação desse estudo com ênfase em aprendizado motor, intensidade da corrente e freqüência terapêutica.Palavras-chave: estimulação elétrica, marcha, paralisia cerebral, paresia.
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Corrêa, J. C. F. (2017). Alterações no comportamento da marcha após o uso da estimulação elétrica neuromuscular em pacientes com seqüela de paralisia cerebral do tipo hemiparesia espástica. Fisioterapia Brasil, 9(3), 194–198. https://doi.org/10.33233/fb.v9i3.1644
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