Abstract
O presente estudo analisou o efeito moderador dos estágios do ciclo de vida das firmas (ECV) na relação entre agressividade tributária e o nível de investimentos das empresas brasileira listadas na B3. A pesquisa descritiva, documental e com abordagem quantitativa utilizou dados trimestrais do período de 2012-2020 de 3.853 observações de 270 empresas disponíveis nas bases de dados Refinitiv e COMDINHEIRO. Os dados foram analisados através de estatística descritiva, teste de diferenças entre as médias, análise de correlação e regressão com dados em painel por meio do software Stata 16. Os resultados evidenciaram que os ECV exercem um efeito moderador na relação entre a agressividade tributária e o nível de investimentos. Observou-se que em empresas nos estágios de Crescimento e de Turbulência e Declínio, a agressividade tributária tem um efeito positivo sobre o nível de investimentos, reforçando a importância do planejamento tributário sobretudo em empresas. Os resultados foram consistentes para diferentes proxies de nível de investimentos e de agressividade tributária, inclusive, utilizando-se a carga tributária medida a partir da Demonstração do Valor Adicionado (DVA). Os achados evidenciaram que a agressividade tributária tem um efeito moderador e defasado sobre o nível de investimentos, trazendo insights importantes para contadores, gestores, auditores e assim contribuindo para discussão sobre a utilização de proxies alternativas na identificação dos efeitos da agressividade tributária no contexto brasileiro.
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Marques, V. A., Campos, B. da S., Alencastre, B. Z., Louzada, L. C., & Martinez, A. L. (2022). AGRESSIVIDADE TRIBUTÁRIA, ESTÁGIOS DO CICLO DE VIDA E NÍVEL DE INVESTIMENTOS: UMA ANÁLISE DO EFEITO MODERADOR EM EMPRESAS LISTADAS NA B3. Contabilidade Vista & Revista, 33(2), 57–83. https://doi.org/10.22561/cvr.v33i2.6796
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